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29.12.12

toca // paris, frança jul2011
chegamos bem cedo pra te ver e contamos os dias para estarmos aqui. agora me diga: onde estão as chaves?

29.3.12

íngreme // lourdes, frança jul2011

as pernas que sobem a ladeira são sempre voluntárias.

4.9.11



rayuela // paris, frança, jul2011
horacio trança as pernas nas últimas jogadas do jogo da amarelinha;
confunde a pedra lançada com aquelas que atirou em maga e se espalharam pelo chao riscado.. agora não sabe pra que casa precisa saltar.. desequilibrou na medida dos números pares, o saci; tentou chegar ao céu tombando para a frente.

as mãos alcançam o seu destino, mas é com os pés que se chega ao fim. 



21.8.11


cartilha // lourdes, frança, jul2011
quantos séculos para aprender o que nao se ensina:
nao ser humano.
rezemos aos santos, nas impossibilidades.

14.8.11


mapa // paris, jul2011
o corpo sabe e anuncia. a vó viu a foto e nao reconheceu o anúncio, achou o corpo mais velho que o espírito, pediu desculpas, a vó, pelo conhecimento adquirido. ô, vó! deixa eu mirar teus caminhos.

11.8.11

chez toi // paris, jul2011
e a famosa veio me comprimentar (assim, com "o" errado). mediu meu tamanho pela sombra no Sena, superestimando minha presença com aquele sol inclinado do começo da noite (é verão). e fui eu que não imaginei seu tamanho. a bondosa é gentil com visitantes, faz a pompa crescer só de olhar pra ela, só de saber que a viu. daí que eu entrei debaixo da sua saia, com ar de intimidade:

das suas frestas vazou o céu em mim.