paira // florianópolis, brasil, jul2007
o mundo é cheio
o fundo é meio
imundo o dia quando vai embora,
um pouco encardido
12.9.09
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28.8.09
esvazia // rosario, argentina, jan2009
tantos cavalos pra montar e fugir
e as armaduras pra lutar as nossas guerras
as nossas armas
baby, o mundo é um carrossel
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9.8.09

eu fugiria// cafayate, argentina, jan2009
direita a
esquerda b
direita b
esquerda ah,
sieutivessequatropataseumcaradioutrespécie
namnhafrentepradizerqueabarratalimpa.
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4.8.09
madrasta // montevideo, uruguai, jan2009
de corpo fechado, montevideo me abraça
não há fresta que me deixe entrar
eu não sou ar, sou água
eu não sou ar
só e lágrima
não vou te derrubar com o meu soluço
me deixa chorar aí dentro
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3.8.09
alice // taffi del valle, argentina jan2009
estava de lado e ouviu, vai!
correu de encontro à porta e saltou
sem medo de prejudicar a pele e ossos
caiu na escadinha
olhou para o motorista que dizia que não era tarde
até que arde
sentou pra seguir seu rumo, uma contradição.
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18.3.09
prorrogação // cafayate, argentina, jan2009
põe no ângulo que é gol
a memória empata com a ram
assim a partida dura
mais que o duro ir embora
desses lugares dentros
drible no tempo
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09:13
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7.2.09
dama // feria de san telmo, buenos aires, argentina, jan2009
ela se arruma toda na espera do tempo chegar
ela não espera o tempo chegar, se arruma toda
ela chega toda à espera do tempo que arruma
ela o tempo o todo a espera, o nunca.
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3.2.09
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2.2.09

mi longa, nossa demora // mendoza, argentina, jan2009
cruzaram os membros, aquele abraço injustificável
os inferiores trançando esses caminhos todos
tortos
e tudo que é perna parou pra ver a dança
e tudo que é sangue corria agora mais nas pernas
imóveis
num pulso que era tango
num pra sempre que se disse
milonga.
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31.1.09
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23.12.08
backpack duo // valle de la luna, deserto do atacama, chile, dez2006
cada um tem um peso do que leva nos ombros, não é? tem uma bagagem pra cada viajante. a gente leva o que valle, o que viu, o que vai, veja. o ombro pesa no corpo e a ausência, como a luna.
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11.12.08
carcaceiragem // cemitério de trem, uyuni, bolívia, jan2007
tem coisa que parece vestígio de morte. a gente venera a morte das coisas, vai visitar. a morte se tivesse morta não era linda. se tivesse morta, não existia. virou outra coisa, só isso. acho que chamar de morte uma coisa que é linda é apego à utilidade do que aquilo já foi, é prisão inútil. é só olhar com outra vontade. vai.
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8.12.08
hediontice // laguna hedionda, bolívia, jan2007
me deixa parar no teu colo, laguna. não te encosto mais do que o bico e as patas, eu juro. não tomo mais do que posso do teu veneno. não te abandono de asa, nem remo. me deixa amparar no teu colo, laguna.
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16.9.08
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6.2.08
carnaval à milanesa // campo grande ms brasil fev2008
carne vermelha tá debaixo da farinha da fronteira
teu compasso não tem ar de quem sabe o que traz
quer dançar, mas pouca gente faz, caramba
sabe mamar, mamar, mamar, larga da teta
não abre alas se não sabe o que é o samba
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Paula Bueno
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14:05
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